28 de out de 2010

Fibromialgia

Sente dores em todo o corpo? Frequente dor de cabeça? Sofre de gastrite e/ou colite? Sente-se cansada ou dorme mal à noite???

A fibromialgia, doença identificada apenas nas últimas décadas, caracteriza-se por dor crônica que migra pelo corpo e manifesta-se predominantemente em um de seus lados, embora o outro também seja sensível.
Em 90% dos casos, a doença atinge as mulheres o que de certa forma confundiu o diagnóstico, uma vez que se atribuía a dor à somatização de possíveis problemas psicológicos. Hoje, se sabe que a fibromialgia é uma doença relacionada com o funcionamento do sistema nervoso central e o mecanismo de supressão da dor. Além da dor, ela provoca outros sintomas como fadiga, falta de disposição e alterações do sono.
Não bastasse o sofrimento físico, durante anos, estas mulheres foram vítimas da desconfiança e do descaso, principalmente de quem deveria ajudar.
“Não tem exames, nem de laboratório, nem de imagem, nem neurofisiológico, que vão mostrar alterações”, diz o médico Cláudio Fernandes Corrêa.
No sentido de prevenir as manifestações de dor e de depressão, os pacientes com fibromialgia devem buscar hábitos saudáveis e regulares em termos de alimentação, lazer e sono.
A dieta ideal

Uma dieta balanceada surte efeitos favoráveis sobre o, assim chamado, equilíbrio do organismo em suas funções, assim como na prevenção de doenças. No sentido de evitar distúrbios cardiovasculares que podem limitar a atividade física, ou doenças metabólicas como o aumento de colesterol ou o diabetes melitus, alguns cuidados devem ser observados quanto a dieta:
- Reduzir o conteúdo de açúcar dos alimentos
- Reduzir o conteúdo de sal dos alimentos
- Reduzir o conteúdo de gordura dos alimentos
- Limitar o consumo de álcool
- Aumentar a quantidade de fibras, frutas, vegetais


- fontes:

http://viagens-de-uma-et.blogspot.com/2010/07/fibromialgia-e-alimentacao.html

http://www.drauziovarella.com.br/ExibirConteudo/801/fibromialgia


http://www.fibromialgia.com.br/novosite/index.php?modulo=pacientes_pvista&id_mat=5


13 de out de 2010

Costelinha na panela

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Aprendi esta receita com a mãe de uma amiga. Fácil e saborosa, só é necessário ter paciência pois a costelinha deve ficar bastante tempo no fogo para cozinhar bem. Não tem segredos!


Ingredientes para 4 pessoas:

800gr de costelinhas
1 cebola grande em fatias finas
1 lata de extrato de tomate
150gr de azeitona preta
azeite extra virgem
2 folhas de louro
sal qb

Mãos à obra:

Se for salgada, deixar de molho a costelinha para sair o excesso de sal.
Em uma panela colocar a cebola para dourar no azeite. Acrescente as costelinhas e as folhas de louro, deixe dourar um pouco. Acrescente à carne o extrato de tomate com um copo d'agua, sal à gosto; misture tudo e deixe em fogo médio-baixo. À medida que a água vai secando acrescente mais um pouco, para que o molho não seque e dê tempo para a carne cozinhar bem. Abaixe o fogo e deixe cozinhar lentamente. Depois de 30 minutos mais ou menos acrescente as azeitonas e continue adicionando um pouco de água para não retirar demais o molho. Este processo pode durar 1 hora, é preciso ter paciência mas desta forma a carne fica mais saborosa e macia; quase soltando do osso.
Servir com pão ou se preferir, acrescente também um pouco de arroz branco.





Buon appetito! :)

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30 de set de 2010

Reunião criativa e informal


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Tem dias que no lugar do jantar organizo um vasto antipasto (no Brasil é a entrada, servida antes do jantar). A entrada geralmente é leve, para não comprometer o apetite para o prato principal. Porém a idéia aqui é fazer uma entrada variada e gulosa, por isso não precisamos economizar na quantidade nem na composição dos ingredientes. Esta pode ser também uma boa opção para uma reunião informal com os amigos; boa companhia, uma boa conversa, um aperitivo leve, música ambiente.

Prepare duas mesas com toalhas lisas e coloridas - acho a toalha branca muito apagada e sem vida, além do mais é uma reunião informal não é necessário estar preso à regras e etiquetas. As toalhas não precisam necessariamente ser da mesma cor, mas devem combinar entre si e com o ambiente. Na mesa principal vão ficar os antipastos (entradas), pratos, talheres e guardanapos; na outra, as bebidas e os copos.

Eis algumas idéias:

- Fatias de presunto de parma e pecorino toscano

- Parmigiano em pedaços com geléia ou mel

- Tomate seco e mozzarellina

- Bruschetta al pomodoro
(fatias de pão com tomate em pedaços pequenos temperados com azeite, orégano e sal)

- Crostini de linguiça e philadelfia:
Linguiça fresca sem pele e philadelfia misturadas com um garfo e espalhados sobre fatias de pão, levadar ao forno médio por alguns minutos. Servir quente.




- Canapé de presunto e champignon
( passar no pão de forma um pouco de maionese e por cima colocar uma fatia de presunto e champignon cortados ao meio, finalizar com salsinha picada. Cortar em 2 pedaços em forma de triangulo)



- Canapé light
(rechear o pão de forma com fatias finas de tomate, distribuir a rucula e finalizar com uma fatia de queijo minas).

- Parmigiana fria
(Ótima para os dias quentes de verão! Basta cortar a berinjela com a casca em fatias normais - nem fina nem grossa - coloque no forno em com um fio de azeite e sal à gosto em temperatura alta por breve periodo. Ainda quente monte em forma de lasanha alternando as camadas da seguinte forma: berinjela, uma fatia fina de tomate, uma fatia de mozzarella ou queijo minas e presunto. Finalizar com uma pitada de orégano. Servir fria.)



Na Itália é obrigatório o docinho para adocicar a vida! Um Cheese cake, um pavê, uma deliciosa mousse ou trufas de licor. O importante é não esquecer de levar em consideração o gosto dos convidados.
Ahhh, depois da refeição ofereça um cafézinho aos amigos.

Buon appetito. :)

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20 de set de 2010

Pizza in casa!

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Esta é para minha prima Aline, que pediu a receita ao saber que ontem receberiamos uns amigos em casa para comer uma pizza.

A pizza é um alimento completo; carboidrato da massa, proteina do queijo e vitaminas do tomate. O segredo de uma boa pizza está na simplicidade de uma massa bem descansada e bem cozida. Trabalhando bem a massa você vai poder surpreender seus amigos e parentes com uma pizza saborosa e de qualidade!

A altura da pizza vai depender do gosto de cada um. Eu, particularmente prefiro a massa fina pois é mais leve. Fazer a massa alta requer cuidados, pois corre-se o risco da massa ficar pesada e dificultar a digestão. Antes da receita, vamos às dicas:

1- a água deve ser potável, não aquela da torneira;
2- o fermento específico para pizza deve ser fresco e o mais claro possível. Muitas receitas usam também o fermento de cerveja.
2.1- a água para dissolver o fermento deve ser morna, não fervida; é importante para obter melhor resultado durante o descanso da massa;
3- a mozzarella na Itália é branca e sem sal, não amarela e salgada como no Brasil. Por isso é importante prestar atenção na quantidade de sal usada.
3.1- a mozzarella não é usada em fatias mas tipo moida (passada na parte mais larga do ralador por exemplo);
4- a massa pode ser trabalhada em uma vasilha ou na mesa, porém é melhor se for de mármore.

5- para que a borda fique mais alta, não coloque os ingredientes na beirada da pizza.


Ingredientes para 3 pessoas:

- 500 gr de farinha
- 250 gr de água
- 30 gr de azeite extra virgem (4 ou 5 colheres de sopa)
- 30 gr de fermento fresco
- 1 colher de café de sal



Mãos à obra:

Dissolver o fermento na água morna junto com o azeite e o sal. Distribuir a farinha na mesa em forma de fonte (com buraco no meio), despejar a água com o fermento aos poucos no meio da fonte e ir misturando. Sovar bem até a massa desgrudar das mãos, ficar lisa e homogênea. Este processo pode durar de 15 a 30 minutos, mas vai deixar a pizza macia por dentro e crocante por fora. Cubra com um pano limpo e deixe repousar (crescer) por 2 - 3 horas.

Agora é hora de estender a massa. Divida em 2 ou 3 partes iguais, depende do tamanho desejado. Na mesa enfarinhada estenda as partes uma a uma com a palma da mão para obter a forma desejada (redonda, quadrada, retangular), se preciso pode usar rolo de macarrão. Pois bem, estamos prontos para completar a nossa pizza, basta cobrir com molho de tomate (sem pedaços) e um fio de azeite.

Pré-aqueça o forno alto (temperatura máxima) por 15 minutos e então leve uma assadeira de cada vez ao forno bem quente por 5 minutos apenas para pré assar. Em seguida retire a assadeira do forno e cubra com o recheio de sua preferência; tomando cuidado para não colocar os ingredientes na beirada. Leve novamente ao forno e deixe até derreter a mozzarella.

Video receita:


O video que coloquei abaixo é italiano mas mostra passo a passo como fazer a pizza na vasilha com a mesma quantidade de ingredientes; meu marido e eu fazemos na mesa. A vocês a escolha!






http://www.youtube.com/watch?v=fviCnv5Do-4

Exercitando se aprende:

Esta é a receita base para pizza, algumas receitas colocam uma pitada de açúcar; mas meu conselho é experimentar pequenas variações nos ingredientes e no tempo de repouso ou cozimento da massa até conseguir um resultado que agrade.

Forno à lenha:

A pizza feita no forno à lenha tem um sabor único, mas podemos obter bons resultados até mesmo no forno de casa ou naqueles fornos de pizza elétricos. O que precisamos é ter habilidade caso a pizza seja feita no forno à lenha para estende-la bem, recolher na pá e colocá-la no forno. Pode ser que nas primeiras vezes ao tentar recolher a pizza com a pá para colocá-la no forno ela enrole, derrube os ingredientes ou queime as beradas.


Enfornar a pizza:
Coloque a pá na borda da pizza e com movimentos rápidos empurre-a para a frente tentando colocar toda a pizza sobre a pá e enfim com um movimento rápido retire a pá deixando a pizza no forno. Não é fácil no inicio, mas não desanimem! Uma dica é colocar a base da pizza emcima da pá enfarinhada e colocar os ingredientes com a massa na lâmina (pá) assim você não corre o risco de desfazê-la ou estragar todo o trabalho.


Algumas pizzas:

Além da clássica e irresistível Margherita, nascida do casamento perfeito entre o molho de tomate e a mozzarella; vejam outros 4 tipos de pizzas:



Pizza col prosciutto cotto - Use a base da margherita e leve ao forno. Quando a mozzarella começar a derreter (uns 10 a 15 minutos), retire a assadeira e distribua o presunto em pedaços por cima. Leve novamente ao forno por mais 5 minutos.



Pizza capricciosa - Os ingredientes são azeitonas pretas inteiros, anchovas em fatias e funghi (pode ser champignon cortados ao meio). Distribuir os ingredientes por cima bem misturados, mas não exagerar na quantidade.

Pizza alla diavola - é uma margherita com o salame picante por cima.

Piazza alla maialona - acrescente à margherita uma salsicha em rodelas, linguiça fresca sem pele e em pedaços, "rasgue" uma fatia de presunto com as mãos. Querendo pode-se acrescentar bacon em pequenas fatias finas e salame em rodelas.

Usem a creatividade e Buon appetito!

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5 de set de 2010

Mão na massa!


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Semana passada meu marido e eu fizemos pela segunda vez pasta feita em casa! Fazer a pasta do macarrão não é difícil e tem um sabor todo especial, afinal foi feita por você!!! Então colocamos a mão na massa e preparamos desta vez deliciosos raviolis de ricotta e hortelã.



Acima o spaghetti al pomodoro que preparamos na primeira vez.

Dicas: Primeiro de tudo é importante que os ingredientes sejam todos com temperatura ambiente para que fique mais fácil misturar a massa e obter um impasto liso e homogêneo. Os ovos por exemplo devem ser retirados da geladeira antes. Normalmente não se coloca sal na massa pois ela pode ficar com manchas brancas; para quem quiser colocar sal é importante usar o sal fino. Usar farinha de trigo mole (é a farinha de uso doméstico; ideal para massas, pães, bolos, etc) ou farinha especial (cor bem clara e baixo teor de cinzas). Para o ravioli eu usei farinha de grano duro, caso seja difícil achar eles podem ser feitos com a farinha de trigo normal. O impasto é melhor se trabalhado em lugar frio como mármore, mas uma mesa de madeira também pode servir.


Além de farinha, água e ovos é preciso braço forte para preparar o impasto da nossa massa! Tem a pasta com ovo, sem ovo, com muitos ovos, colorida, etc. Esta é a receita do impasto clássico com ovos, ideal para a maioria dos tipos de massa. Já que estaremos com a mão na massa e já que ela pode ser conservada na geladeira por até uns 4 dias; é melhor não economizar e fazer logo uma boa quantidade.

Receita Ravioli fatto in casa:

Massa
800gr de farinha de trigo de grano duro
8 ovos a temperatura ambiente
2 colheres de café de sal fino
2 colheres rasas de azeite extra virgem

Recheio
450gr de ricotta fresca (colocar por 2 dias na geladeira dentro do escorredor de macarrão com um prato embaixo para ela perder todo o liquido)
150gr de parmigiano ralado
1 ovo a temperatura ambiente
1 colher de café de sal fino
folhas de menta tritadas à gosto

Mãos à obra
(o momento mais importante é o da preparação da massa, para obter uma boa pasta é fundamental que a massa seja bem trabalhada)

Distribuir a farinha na mesa fazendo um buraco no meio. Quebrar os ovos no centro, acrescentar o azeite e o sal. Bater os ovos com um garfo para desfazer as gemas e misturar os ingredientes. Acrescentar aos poucos pegando pela beirada a farinha, depois trabalhar a massa com as mãos recolhendo-a e misturando bem tudo. Trabalhar a massa sempre de fora para dentro, recolhendo toda a farinha. Se a massa desfaz um pouco, basta molhar as mãos com um pouco d'água e continuar misturando. Amasse bem a massa até obter um impasto liso e homogêneo. Em seguida faça uma bola com a massa, coloque em uma vasilha e cubra com um pano deixando repousar por 1h.


Foto: amassar bem a massa, misturando tudo até obter um impasto homogêneo.


Enquanto isso prepare o recheio. Com um garfo misture bem os ingredientes em uma vasilha acrescentando a menta (hortelã) aos poucos. A quantidade de hortelã deve ser suficiente para sentir o seu sabor mas não de forma predominante. Reserve.
Depois que a massa repousar é hora de colocar literalmente a mão na massa. Para quem não tem a máquina de esteder massa vai precisar de um rolo e um pouco de força. Esta parte é fundamental pois a massa deve ser bem fina e a máquina (mesmo manual) ajuda muito. Ok. Digamos que não temos a máquina para estender a massa...


Atenção: a massa deve ser enfarinhada somente de um lado, ou seja, a parte de baixo que apoia na mesa. A parte de dentro onde vai o recheio não deve ser enfarinhada!
Pegar uma fatia de massa e estender com o rolo de macarrão. Estender para todos os lados, procurando formar um retangulo longo (ver foto). Lembre de "esticar" bem a massa, deve ficar fina para não ficar pesada para a digestão. Quando formar o primeiro retângulo, coloquem o recheio lado a lado em distâncias iguais em uma lateral da massa (veja abaixo). Tome cuidado para não colocar perto da beirada nem exagerar na quantidade de recheio ou ficará difícil fechar o ravioli.


Na foto abaixo vocês podem ver também a máquina manual.


A massa não pode secar, por isso o meu conselho é estende-la aos poucos e fazer um retângulo de cada vez. Quando distribuir o recheio ao longo da massa, dobre-a cuidadosamente juntando uma ponta a outra. Unir bem as beiradas fazendo pressão com os dedos para não abrir durante o cozimento.


Ok, a este ponto nosso ravioli está quase pronto! Agora é fechar bem cada ravioli antes de cortá-lo. Na foto vocês podem ver que eu uso o meu dedo fazendo pressão entre um recheio e outro. Observem também na parte inferior esquerda da foto o cortador; quem não tiver um pode usar a faca mesmo. Cortem cada quadradinho lateralmente e se necessário retire o excesso de massa da parte superior.



Com a ponta do dedo façam um buraco de leve no meio do ravioli sem furar (ver foto abaixo). Recomem o processo novamente; cortar um pedaço da massa, estenteder com o rolo, rechear, fechar e cortar em quadrados. Não se assustem, vai ter ravioli para dar e vender! Para reservar o ravioli e comer em um outro momento basta colocá-lo em uma bandeija coberta com a farinha de trigo (sem economizar, pois pode acabar grudando no fundo e estragando todo o trabalho). Distribua o ravioli um ao lado do outro e jogue um pouco de farinha por cima. Para não secar, cubra bem com um papel de cozinha e deixe na geladeira por até no máximo 2 dias.



Uma maneira de saborear melhor o ravioli é fazer com manteiga e parmigiano, mas o meu molho preferido é al pomodoro (molho de tomate feito em casa). O Ravioli feito em casa demora mais para cozinhar, uns 10 minutos mais ou menos. Coloque bastante água na panela e sal a gosto.



Buon appetito!
:)



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31 de ago de 2010

Congelando alimentos

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Estava eu fazendo compras quando por acaso vejo escondidinhas umas vasilhas de quiabo atrás da balança das hortaliças. O Quiabo é encontrado facilmente na Romania, mas estes foram produzidos na Toscana! Engraçado não, vou comer quiabos toscanos!

Logo procurei o responsável do setor de ortofruta para perguntar se foi uma casualidade ou se a partir de agora encontrarei a Okra (como eles chamam por aqui) regularmente. Provavelmente durante o inverno elas vão desaparecer do balcão... Então, depois de pegar umas vasilhas para fazer amanhã no almoço, vim pesquisar na internet como fazer para congelá-los e encontrei este site abaixo.

Achei útil e divido com vocês estas informações sobre o congelamento de hortaliças:

http://www.electrolux.com.br/servicos/gastronomia/popup_dicas_congela_horta.html

Buon appetito!


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21 de ago de 2010

Macarrão fantasia no verão!

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Allan é o autor de um dos blogs que eu sigo, ele veio aqui procurar uma receita para o verão e encontrou a receita da Vaca Atolada... nada nada indicada para os dias quentes e úmidos do verão italiano.

No verão a opção melhor é uma comidinha leve e fácil de fazer; ninguém quer passar horas na frente do fogão. Lembro a primeira vez que sentei na mesa e no lugar da pasta quente encontrei a pasta fria! Um deliciosa e curiosa surpresa, fácil de fazer, rápida, basta usar a criatividade.

Antes de começar com a receita quero dar algumas dicas importantes para fazer uma deliciosa pasta fria:

- as pastas curtas como penne, fusilli (parafuso), farfalle (borboleta) são as mais indicadas pois é mais fácil misturar os ingredientes.
- é importante que o macarrão seja "al dente" e para evitar que ele inche escorra a água rapidamente.
- este é um dos raros casos em que para esfriar a pasta rapidamente é aconselhável lava-la com água fria corrente. Desta forma se elimina o amido em excesso evitando que o macarrão grude.
- enquanto preparamos os ingredientes para colocar na salada de macarrão, podemos colocá-la na geladeira misturada com um fio de azeite (evita grudar).
- entre as carnes o peito de frango e peito de perú são os mais indicados, basta preparar antes, cortar em listras ou pedacinhos e deixar esfriar antes de acrescentar ao macarrão.
- mas o mar também oferece boas opções como camarões pequenos, atum ou peixe espada em pedacinhos, etc.
- prepare a pasta fria com antecedência e deixe repousar na geladeira, até mesmo algumas horas antes de servir; assim os ingredientes podem dar sabor ao macarrão.
- para não errar na medida ou no sabor, escolha no máximo 4 ingredientes sendo um deles o principal.

Ok, tudo bem anotado e estamos prontos para nossa pasta fria (salada de macarrão). Eis duas receitas fáceis para 4 pessoas.

Salada de macarrão e camarão
Ingredientes:

400g de macarrão
200g de camarão pequeno sem casca
tomate cerejinha em pedaços
rúcula
azeite
alho
sal qb

Mãos à obra!

Cozinhar o macarrão em água salgada, blocar o cozimento com água fria e deixar esfriar na geladeira com um fio de azeite. Enquanto isso, em uma panela cozinhe o camarão com 1 dente de alho amassado; quando cozido escorrer e separar em uma vasilha para esfriar. Lavar bem a rúcula e picar em pedaços com a mão, acrescentando na vasilha com o camarão. Acrescente o tomate e tempere com pouco sal pois a pasta já está salada. Pode-se acrescentar também salsinha, manjericão ou algum outro tipo de ervas finas à gosto. Junte tudo ao macarrão e misture bem. Está pronto!


Salada de macarrão com frango
Ingredientes:


400g de macarrão
1 peito de frango
80g de azeitona verde sem caroço picadas
tomate cerejinha (ou 3 tomates em pedaços sem semente)
1 pimentão limpo em pedaços
azeite
sal qb

Mãos à obra!

Coloque o macarrão para cozinhar em água salgada, blocar o cozimento com água fria e deixar na geladeira com um fio de azeite. Enquanto isso, temperar com sal e grilhar o peito de frango, quando pronto corte em pedacinhos finos. Reserve. Em uma panela anti-aderente coloque o pimentão em pedaços e tampe deixando a fogo baixo para cozinhar. Em uma vasilha junte o frango, o pimentão cozido em pedaços, a azeitona e o tomate picado; misture bem com o macarrão. Se necessário acrescente um pouco de azeite e sal. Está pronta mais uma deliciosa receita!

Usem a imaginação, vale tudo! Uma opção interessante para vegetarianos é a salada de macarrão com mozzarella em pedacinhos, tomate cereja e rúcula. Um prato leve, apetitoso, fresco e colorido!

Buon appetito!

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18 de ago de 2010

Frio pede vaca atolada!

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O inverno nos convida à mesa e é difícil resistir a tantas delícias, principalmente se pensamos nas sopas quentinhas e apetitosas.

A vaca atolada feita à base de costela bovina e mandioca é uma comida típica caipira e muito popular em todo o Brasil. Diz-se que o nome veio do aspecto da comida, ou seja, a carne "atolada" na mandioca. Com o forte inverno aqui da Itália, é uma ótima pedida! E eu tenho uma receita fácil fácil!

(foto encontrada na internet)

Ingredientes:

1 kg costela de boi cortada em pedaços
800 gr de mandioca cortada em pedaços sem cordão
1 cebola picada
1 tomate picado
1 dente de alho
1 colher de suco de limão
salsinha e sal à gosto

Mãos à obra:

Colocar a costelinha para refogar com a cebola, o alho e o tomate. Deixe dourar bem. Em uma panela de pressão coloque o suco de limão com 1 litro de água fervente, acrescente a mandioca e o refogado com a costelinha e deixe cozinhar por uns 20 a 30 minutos. Tirar o vapor e retirar metade da mandioca da panela, bater no liquidificador e devolver o creme na panela. Misturar bem, ajustar de sal e deixar ferver mais um pouco. Mexendo sempre. Sirva com a salsinha por cima e se quiser acompanhe com arroz branco.

Buon appetito!

:)

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10 de ago de 2010

A briga pelo pudim continua!


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Meu irmão sempre foi muito chato para comida... não gostava disso e nem daquilo... só comia feijão, arroz, bife e ovo frito. Mas quando minha mãe fazia o seu delicioso pudim de leite condensado era uma briga!!! E não sei se por ser o caçula ou por ser enjoado para comer... a preferência era dele! ...E mamãe dizia que era o pudim de Glauco.

Porém um dia eu sai de casa, vim morar na Itália e pensei... "A-ha! Agora o pudim é meu!" - Mas o que não pensei é que teria que fazer as contas com meu marido, um devorador de doces de todo tipo!! E eis que mais uma vez eu dancei... o pudim passou a ser dele. E sai até briga, porque se deixar ele come tudo de uma vez!!

Quando vamos ao Brasil na casa dos meus pais é que acaba sendo engraçado; cada um quer o seu pudim!! Justo, assim não tem briga e todos podem comer!

Na Itália este doce é chamado de Creme Caramel, fior di latte (flor de leite) ou latte alla portoghese. Sem falar que aqui eles raramente usam o leite condensado na preparação de doces e por isso o pudim é preparado com 4 ovos + 4 gemas, além de 1 litro de leite e 400gr de açúcar!

A receita abaixo eu encontrei no site da Nestlé, é simples e é muito fácil fazer. Então... vamos lá!

Ingredientes:

Calda - 1 xic chá de açúcar

Pudim
- 1 lata de Leite Moça
1 medida (da lata) de leite
3 ovos

Mãos à obra:

Calda - em uma panela de fundo largo derreta o açúcar até ficar dourado. Junte meia xícara (chá) de àgua quente e mexa com uma colher. Deixe ferver até dissolver os torrões de açúcar e a calda engrossar. Forre com a calda uma forma com furo central e recerve.

Pudim - Bata todos os ingredientes do pudim no liquidificador e despeje na forma reservada. Asse em banho-maria, em forno médio (180°C), por cerca de 1 hora e 30 minutos. Depois de frio, leve para gelar por cerca de 6 horas. Desenforme e sirva a seguir.

Dica:
O pudim desenforma melhor quando frio. Para saber se o pudim já está assado espete-o com um garfo ou faca, esta deve sair limpa.

E não tem jeito... passam os anos mas... A briga pelo pudim continua!

Buon appetito!

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5 de ago de 2010

Dolce la crostata!

No inicio vou confessar não gostava deste doce. Um dia porém fomos visitar um casal de amigos, era uma tarde de domingo. Monica tinha acabado de colocar a crostata no forno e o perfume invadia toda a casa. Nunca tinha comigo uma crostata tão deliciosa!!! A massa era leve e desmanchava na boca. Foi então que resolvi me arriscar e fazer a minha crostata!
Adoro geléia de figo e por acaso em casa tinha uma que a tia do Saimon fez e nos deu. O resultado foi dos melhores! Desde então... quando bate aquela vontade de um doce... a crostata é a solução, fácil e rápida de fazer.

Na foto abaixo a crostata de damasco feita pela Anna, tia do Saimon.




Ok, que tal deixar de bate-papo e ir direto ao que interessa?


Ingredientes:
300 g de farinha
90 g de açúcar
150 g de manteiga macia e em pedaços
2 gemas
raspa de 1 limão
1 pitada de sal
Geléia à gosto

- Diametro para a forma é de 26 cm com 3cm de altura.

Mãos à obra:


Misturar os ingredientes com os dedos para evitar que a massa esquente. A massa deve ficar macia e lisa, então faça uma bola e deixe repousar por 2 horas enrolada no filme plástico transparente.
Estender a massa com o rolo do macarrão em um lugar limpo, melhor se em cima do filme transparente polvilhado com um pouco de farinha. Untar a forma com manteiga e farinha. Dividir a massa em duas partes diferentes reservando a menor na geladeira para endurecer um pouco mais e fazer as listras da cobertura. Cobrir a forma com a massa maior. A altura da massa é à gosto de cada um. Rechear com a geléia escolhida. Retire a massa que sobrou da geladeira e faça as listras para cobrir o doce. Leve ao forno médio (180°C) por 30 - 40 minutos ou até dourar e cozinhar a massa.

Dica: para dar um gostinho especial acrescente à massa cerca de 0,5 ml de aromatizante de baunilha. Para não ter problemas ao desinformar a crostada, coloque a massa em uma forma de fundo falso. Gosto de colocar a geléia (marmelada) em uma vasilha separada, acrescentar duas colheres de água e misturar bem, para ela não secar muito quando for ao forno.

Abaixo um video com a receita, é em italiano... mas o importante é ter uma idéia de como fazer o doce. Vejam como é fácil, não tem erro!

Buon appetito!

:)

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Pão sem Gluten

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A pedido da minha tia Di, que não é celíaca mas evita comer alimentos que contenham glúten; eis três receitas de pão sem glúten!


Esta video-receita abaixo é rápida e fácil. Mas não deixei o pão no forno o tempo que ela diz; no meu forno foi suficiente pré aquecer ao máximo e deixar os pãezinhos 10 minutos a 220°C!





Eis o meu pãozinho como ficou!! Ainda quentinho com requeijão fica uma delícia!



Tem esta receita aqui também, bem simples de fazer:

Pão sem glúten salgado

Ingredientes:
20 g de fermento biológico
1 xícara de leite morno
1 colher de açúcar
1 colher de sal
1/2 xícara de óleo
300 g de mandioquinha cozida
2 ovos inteiros
400 g de fécula de batata

Bata tudo na batedeira, coloque em uma forma de bolo inglês untada com óleo. Deixe crescer por uns 40 minutos mais ou menos e leve ao forno médio (180°) para assar. Está pronto o pão sem glúten!

No site da Acelbra encontrei esta receita:

Ingredientes:

1 tablete de fermento para pão
½ xícara de leite
3 ovos
3 colheres de creme de leite
3 colheres (sopa) de margarina
½ kg. de mandioquinha, cará, batata ou mandioca
creme de arroz ou farinha preparada, até dar o ponto.

Mãos à obra:

Desmanchar o fermento com 1 colher de açúcar e 2 colheres de creme de arroz. Acrescentar o leite e deixar crescer por 30 minutos. Junte os ovos, o creme de leite, a margarina, a mandioquinha, cará, batata ou mandioca e sal à gosto. Bater bem e ir acrescentando creme de arroz ou farinha preparada, até dar o ponto de enrolar ou colocar em forma para pão. Deixar crescer por 30 minutos. Assar em forno moderado.

Dica: é possível substituir o leite por leite de soja. Os intolerantes ao ovo usam linhaça triturada com água.

Buon appetito!
:)

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3 de ago de 2010

Quem tem medo do lobo mau?

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Aos 25 anos descobri por acaso ter uma rara doença chamada Sindrome de Sjögren associada ao Lupus. Vendo uma reportagem no Fantástico percebi ter alguns dos sintomas descritos e resolvi procurar um médico. Fizemos vários exames para enfim diagnosticar a doença em um nível primário, leve. Porém, 3 anos depois tive uma crise. Fortes dores nas articulações, não podia me vestir ou pentear, não podia segurar a xícara do café ou cortar a carne; também não tinha salivação suficiente o que me causou inchaço das glandulas. Não podia fazer nada sozinha pois minhas mãos doiam e era obrigada a beber água o tempo todo pois a boca secava tanto ao ponto que eu não conseguia falar. Os médicos me deixaram desacreditada ao dizer como a minha vida seria com o Lupus, todos os remédios fortes que usaria e as mudanças que ocorreriam na minha vida. Entrei em depressão... Foi quando minha mãe resolveu procurar uma medicina alternativa, a Antroposofia. Uma hora de consulta e saimos com outra visão da doença! Começamos
imediatamente o tratamento.

Não foi fácil, era preciso disciplina para tomar tantos remédios na hora certa. Sem falar do fato principal, a minha vida tinha mudado; eu não podia dirigir, segurar a caneta, usar salto ou colocar anéis, nem podia ter uma conversa sem beber água continuamente. Foi uma luta, mas ao meu lado eu tinha pessoas realmente especiais que me ajudaram a superar esta fase ruim. A rotina mudou com os remédios, as terapias com a pintura e os banhos quentes que ajudavam como anti-inflamatórios. Depois de 4 meses eu já estava consideravelmente melhor, aos poucos voltava à minha vida... ou pelo menos uma parte dela. Tudo isso sem fazer uso de cortisona!

Depois que vim morar na Itália percebi que meu organismo tinha dificuldades em fazer a digestão, muitas vezes eu tinha a sensação de inchaço e sentia o estômago pesado. Assim resolvi mudar a minha rotina alimentar; apesar de comer praticamente tudo, presto muita atenção na quantidade e na frequência em que certos alimentos aparecem na minha mesa. Procuro fazer sempre um cardápio leve e saboroso, assim estou bem e ainda por cima não ouço reclamações do marido!

Sjögren e Lupus são doenças autoimunes, crônicas de origem e causa desconhecidas. O sistema imune ataca as próprias células e tecidos do corpo. A síndrome de Sjögren (sindrome da secura) é uma doença que causa obstrução das glândulas salivares e o Lupus (lobo) pode atingir tecidos e órgãos do corpo, considerado uma doença reumática.

A alimentação correta ajuda no tratamento e na qualidade de vida do portador. Não existe uma dieta ideal para quem sofre com este problema, mas é aconselhável uma alimentação sem excesso de caloria, sal, gordura e açúcares. A pessoa com esta doença deve evitar doces, preferir alimentos integrais, evitar alimentos condimentados (pasta de alho e sal, salsicha, caldos prontos, presunto...). Alguns alimentos auxiliam os radicais livres e servem como boas alternativas para o portador: cenoura, abóbora, tomate, frutas oleaginosas, frutas ricas em vitamina C. É importante evitar gorduras, frituras, fast-foods, maionese, miúdos (fígado e coração), queijos gordurosos, sorvete à base de leite, chocolate em excesso... Evitar açúcar e adoçante, o aspartame e o sucralose são mais indicados. Café, chá preto, mate e refrigerante devem ter uso restrito. Recomenda-se que os pacientes com Lupus evitem alimentos que possam aumentar a fotossenssibilidade como o limão, a lima, o figo, o aipo e a salsa. É importante uma alimentação rica de cálcio usando leite desnatado e derivados.


Hoje vivo normalmente, me ocupo dos mínimos detalhes sem me estressar e procuro não exagerar nos esforços físicos para evitar dores, evito ficar ao sol nos horários mais quentes, cuido da minha alimentação e continuo bebendo muita água mas desta vez para não desidratar a pele. O uso dos remédios são ocasionais, quando sinto necessidade. E hoje convivo bem com a doença... Sei que ela está ali, que vai estar ao meu lado todos os dias da minha vida... Faço de tudo para não provocar o lobo e assim, convivemos bem como bons amigos.

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Sem glúten e com sabor

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A boa e correta alimentação é importante na vida de todos, importante para nossa saúde e na prevenção de várias doenças. Cores e Sabores também se ocupa de temas importantes relacionados aos disturbos alimentares, doenças que prejudicam ou modificam nossa rotina na mesa.

O assunto hoje é sobre o celíaco e a sua intolerância permanente ao glúten. Até pouco tempo não sabia do que se tratava quando aqui na Itália conheci algumas pessoas que sofriam com este problema. O glúten está presente na farinha, na aveia, trigo, cevada, presente também na produção de medicamentos e bebidas industrializadas. Os portadores da doença não podem ingerir nada que contenha glúten, ou seja não pode comer pães, massas, bolos, pizzas, cervejas, vodka, alguns salgadinhos como quibe e coxinha, etc.


A dieta do celíaco deve ser seguida por toda a vida já que a ingestão do glúten pode acontecer até mesmo sem perceber como por exemplo usando tabuleiros ou vasilhas onde antes foram polvilhadas farinha de trigo ou outro produto com glúten. Nos dias de hoje é possível encontrar vários produtos dedicados aos celíacos, mas na falta de produtos industrializados sem glúten a maior parte do cardápio do paciente pode ser preparada em casa.

O quadro clínico se manifesta com ou sem sintomas. Alguns sintomas: emagrecimento e falta de apetite, dor abdominal, apatia, distenção abdominal (barriga inchada), manchas e alteração do esmalte dental, entre outros. No site do Acelbra é possível encontrar todas as informações necessárias sobre o assunto, saúde, alimentação, onde encontrar os produtos, além de dicas e receitas sem glúten.

No Brasil o maior número de celíacos cadastrados se encontram em São Paulo, seguido de Santa Catarina, Rio grande do sul, Paraná e Minas Gerais. Rio de Janeiro fica em 6° lugar. Na Itália os números dizem que 1 a cada 100 pessoas sofrem com este problema e 85. 000 é o número de pessoas que são diagnosticadas por ano. Estima-se que 500 mil pessoas na Itália não sabem que são celíacas.

Quem quiser pode preparar a própria farinha em casa e fazer deliciosas receitas de bolo, pães, tortas, etc. Que tal experimentar?

Receita farinha sem glúten 1
Ingredientes:
1 kg de farinha de arroz;
330 grs de fécula de batata;
165 grs. de araruta;
Modo de preparo: Misturar bem e guardar em pote bem fechado.

Receita farinha sem glúten 2
Ingredientes:
3 xícaras de farinha de arroz;
1 xícara de fécula de batata;
½ xícara de polvilho doce;
Modo de preparo: Misturar bem e guardar em pote bem fechado.

Site do Acelbra: http://www.acelbra.org.br/2004/index.php

Buon appetito!
:)

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2 de ago de 2010

Tiramisù!!

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Não, não é um palavrão!! É o nome de um dos doces italianos mais famosos em todo o mundo! Dizem que o Tiramisù nasceu na Toscana próximo ao fim de 1600. Parece que o Grande duque toscano foi visitar a cidade de Siena - cidade de ótimos confeiteiros e deliciosos doces. E nesta ocasião os seneses resolveram festejar criando em sua homenagem um doce especial e completamente novo. Deram a este doce o nome de Zuppa del Duca mas as vozes diziam que o doce tinha poderes afrodisíacos e estimulantes, por isso passou ao nome de Tiramisù, ou seja, levante-me. Acho que deu para enteder não é mesmo?!?

Então, vamos prosseguir... Há várias versões deste doce, a principal e mundialmente conhecida é à base de café e chocolate. Mas durante o verão podemos encontrar o tiramisù de morango, frutas vermelhas e outras frutas da estação. O meu preferido é o de morango!! Não tem comparação, é algo realmente único e, afrodisíaco ou não, levanta o astral de qualquer um!

Como todos sabem, nem sempre é fácil encontrar certos ingredientes para as receitas de outro país. Espero que você não tenha dificuldades em encontra-los. Bem, vamos ao que interessa. A receita!!

Ingredientes:

Savoiardi (biscoito champanhe ingles) 400 gr
4 ovos
8 colheres de açúcar
1/2 Kg Mascarpone italiano
200 ml Creme de leite
1/2 Kg morango

Mãos à obra:

Bater a gema dos ovos com açúcar e depois acrescentar o mascarpone. Bater as claras em neve, devem ficar bem sólidas! Junte tudo e misture até fica homogêneo. Em seguida bater o creme de leite com um pouco de açúcar e unir ao creme com mascarpone.

Pegue os morangos lavados e cortados em pedaços nem grande nem muito pequenos e deixem em uma tijela para repousar por alguns minutos e sair o suco. Enquanto isso deixem que o creme descanse na geladeira. Separar o morango do suco e acrescentar ao suco um pouco de licor - na Itália usamos o Maraschino, um licor transparente à base de cereja. Não exagerar na quantidade, o gosto do licor deve ser delicado para não interferir no sabor do doce.

Agora estamos prontos para começar a criar o nosso Tiramisù alle fragole. Banhar os biscoitos no suco sem deixar de molho e começar a montar a primeira camada do doce, cobrir todo o fundo da tijela (melhor se for quadrada). Coloquem a segunda camada com um pouco do creme e "salpicar" alguns morangos em cima. Repetir a camada de biscoito e outra de creme com morangos. A quantitade de camadas vai depender do tamanho da tijela. A última camada deve sempre ser com o creme de mascarpone e você pode enfeitar com os morangos como bem quiser.

Dica: Para dar um toque especial e finalizar o doce podemos também usar o morango restante e acrescentar um pouco de xarope de morango para em seguida decorar o Tiramisù.



Eis o meu Tiramisù, meu doce italiano preferido! Vamos falar a verdade... é ou não é de dar água na boca?

Buon appetito!
:)

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As cores da saúde!


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Todos vão concordar comigo que a aparência visual do prato abre o apetite. E mais, as cores dos alimentos são pigmentos que determinam certos tipos de substâncias, estas além de colorir servem a previnir e proteger o organismo de doenças. Atravéz das cores podemos identificar os nutrientes de cada alimento e os benefícios para nossa saúde. Cada cor representa um tipo de proteina, vitamina, antioxidantes, etc.

Vejamos alguns exemplos que podem ajudar na nossa alimentação:

Amarelo: ótimas fontes de Vitamina C, oxidantes atuam contra os radicais e na prevenção do envelhecimento e ajudam a previnir o cancer de mama. Alimentos - laranja, mamão, milho, pêssego, manga, cenoura, etc.

Branco: protegem o sistema imunológico, ajudam na elasticidade dos músculos, ajudam na formação e manutenção dos ossos. Alimentos - alho, arroz, batata, banana, aimpim, cogumelo, cebola, pera, etc.

Vermelho: eficaz contra o cancer de próstata, é antioxidante, estimula a circulação sanguinia e previne doenças do coração. Alimentos - morango, cereja, caqui, goiaba vermelha, tomate, melancia, etc.

Marron: neste grupo se encontram frutos oleósos mas a maioria da gordura é de ótima qualidade, além de conter fibras, mineais como ferro, zinco, cobre, calcio, potássio, vitaminas E e B, ácido fólico, ajudam o bom funcinamento do intestino, combatem ansiedade e depressão. Alimentos - castanha, nozes, avelã, amendoas, aveia, cereais integrais, etc.

Verdes: garantem a presença de carotenóides luteína e zeaxantina, que ajudam a proteger a saúde dos olhos fortalecendo a retina de possíveis danos. Além disso os folhames contém clorofila e Vitamina A que desintoxicam as células, inibem radicais livres e protegem cabelo e a pele. Alimentos: alface, pimentão verde, espinafre, couve-flor, brócolis, salsão, repolho, kiwi, etc.

Azul ou arroxeados: estes alimentos contém ácido elágico que neutralizam as substâncias canceríginas antes mesmo delas atacarem o código genético e retardam o envelhecimento. Já a antocianina ajuda na redução do LDL - colesterol e na prevenção de infecções urinárias. Alimentos: berijela, uva, beterraba, ameixa, figo, amora, repolho roxo, etc.

Ok, agora é fazer arte... sair colorindo os pratos com alimentos vários. E lembrar de comer sempre muita fruta!! Então... está esperando o quê para começar a colorir a tua vida com sabores especiais que podem acima de tudo ajudar a melhorar nossa saúde!?

Eis um rico, delicioso e colorido café da manhã!! De abrir o apetite e começar o dia de bom humor! Da casa da Táta na Gávea, vale a pena!!!


Mãos à obra e criatividade na cozinha!
Buon appetito! :)

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31 de jul de 2010

Os segredos da pastasciutta

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Quando cheguei na Itália encontrei muita dificuldade com a culinária italiana! É tudo muito diferente do que encontramos no Brasil. Ainda é possível encontrar em alguns lugares no interior da Itália pessoas que fazem a conhecida pasta fresca, ou seja, preparada em casa. É realmente algo especial!!
Quando a avó paterna do meu marido era ainda viva, fazia deliciosos ravioli ripieni con menta e ricotta. Uma delícia! E como nós moramos no interior, aqui muitas pessoas continuam fazendo a pasta em casa e algumas vezes, somos convidados ou recebemos de presente!! Que maravilha!

Existem muitos tipos de pasta e a cada uma delas o seu sugo ou molho. A primeira coisa e mais importante é a consistência da pasta, definitivamente al dente. No Brasil é difícil que o macarrão seja al dente, geralmente é cozido demais. Saber cozinhar bem a pasta é a base para preparar excelentes pratos! O ponto justo da pasta é quando ela está macia porém delicadamente dura dentro.



Eis algumas dicas que não podem ser esquecidas:

Para um resultado melhor, as pastas mais finas como spaghetti por exemplo, devem ser retiradas da água uns 2 ou 3 minutos antes do tempo marcado na confecção e terminar de cozinhar na panela junto ao molho. Deste modo ela pega mais sabor. Mas atenção para ela não cozinhar demais! Para os italianos, até o melhor molho perde o encanto se o macarrão estiver cozido demais!


O momento ideal para salgar a água é quando ela vai em ebolição. Se salgar a água antes ela demora mais para ferver.



Não se deve preparar o macarrão antes que o sugo fique pronto. Enquanto se prepara o molho deixe a água ferver e qdo é pronto, coloque o macarrão para cozinhas de modo que quando for escorrer misturar imediatamente ao molho e servir logo em seguida. Se a pasta ficar "esperando" para ser servida ou requentada, perde elasticidade e sabor.



O spaghetti não precisa ser quebrado para cozinhar. Basta colocá-lo na água fervendo e esperar que ele comece a dobrar, então ajude-o com o garfo para ficar todo dentro d'água.



Não é necessário colocar azeite na água! Depois de colocar o macarrão para cozinhar, basta misturar de vez em quando para não agarrar ou grudar.





Para cada pasta o seu molho:


As pastas largas , por exemplo rigatoni, tortiglioni e paccheri, são boas para molhos com verduras ou picantes. Também se adapatam bem se gratinadas. São ideais para molhos como de linguiça e de cacciagione (isto é feito com os animais caçados: coelho, javali, faisão, codorna, etc).

As pastas ruvidas, como penne rigate, fettuccine e tagliatelle, são ideias para a carne pois ajudam o molho a incorporar melhor.



As comprimdas como spaghetti, tagliatelle, pappardelle, linguine são práticas pois cozinham rapidamente e ideais para varios tipos de sugo: carne (bolonhesa ou ragù), peixe, pomodoro, molho branco, pesto.



A farfalle, no Brasil chamadas de gravata, são boas para molhos cremosos à base de creme de leite ou quatro queijos.


Um abraço e buon appetito!

:)



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Peixe ao molho de camarão

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Em dezembro de 2009 meu marido e eu estivemos em Paraty e em Trindade. Além de descansar, aproveitar a linda paisagem e o mar... tivemos a oportunidade de saborear um delicioso peixe ao molho de camarão!

Todos sabem que peixe faz bem à saúde, tem poucas calorias e é de fácil digestão. Mas é preciso ter atenção para comprar um peixe fresco! Eis algumas dicas:

Olho no olho: isso mesmo, vejam se os olhos do peixe são bem abertos e brilhantes.
O cheiro deve ser agradável e firme.
Não solte a calda!! Exato, a calda do camarão deve estar firme; se soltar não compre!!

Agora vamos à receita do nosso Peixe ao molho de camarão!!

2 porções

400gr de filé de peixe
200gr de camarão médio
1 pimentão verde picado
2 cebolas grandes picadas
2 tomates picados
2 tomates batidos no liquidificador
150 ml de leite de coco
farinha de trigo
farinha de rosca
cheiro verde
suco de 1 limão
1 limão para limpar o peixe
3 colheres de azeite extra virgem
óleo para fritar
1 dente de alho picadinho
sal a gosto

Mãos à obra:


Limpe o peixe com o limão e tempere com sal, deixando de molho no suco de limão por pelo menos meia hora. Seque um pouco o peixe em um papel antes de continuar o próximo passo. Em um refratário coloque a farinha de trigo com a farinha de rosca e passe o filé de peixe um a um nesta mistura. Em uma panela coloque bastante óleo, frite o filé e escorra no papel absorvente. Reserve.

Em outra panela coloque o azeite e doure as cebolas e o alho, acrescente o tomate e o pimentão picados e refogue tudo. Cozinhar até que fiquem macios e comecem a ter consistência de um molho. Acrescente o tomate batido no liquidificador, o leite de coco e coloque sal a gosto (lembre-se que o peixe já está temperado com sal e limão!). Deixe cozinhar alguns minutos para secar um pouco a água do tomate. Coloque o camarão e deixe cozinhar no molho em fogo médio/baixo por uns 10 minutos e então acrescente o cheiro verde. Desligue o fogo.

Distribua o peixe em um refratário e jogue o molho por cima. Distribuir um pouco de cheiro verde por cima. Servir com arroz branco e pirão (ou para quem preferir, batata frita).





Buon appetito!


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30 de jul de 2010

As cores e os sabores

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Vinha planejando há tempos um blog sobre receitas e dicas culinárias. Sempre gostei de estar na cozinha, inventar pratos e preparar algo para os amigos. Este prazer se intensificou quando há sete anos casei com um italiano DOC e vim morar na Toscana.

Aqui a comida é algo bem maior do que o simples gesto de comer algo, se alimentar, nutrir-se. O italiano há uma relação particular com a comida, para eles comer é um estilo de vida, é uma identidade, um sentimento. Afinal, não é à toa que a Itália é conhecida como o país da "pasta" , do macarrão e da pizza.

A comida pode contar a história e as tradições de um povo. E foi atravéz da comida que eu pude ter uma melhor adaptação quando vim morar aqui. No inicio tive algumas dificuldades, a culinária italiana é diferente da nossa... o significado da comida na vida deles é muito forte, principalmente na familia do meu marido. Uma familia tradicional, à antiga... ainda mais morando em uma cidadezinha do interior... perto da roça, onde quase tudo que comemos vem do horto no fundo do quintal ou de algum pequeno produtor.

Cozinhar é para quem gosta! Estar na cozinha requer paixão e dedicação. Cozinhar é mais que uma arte... é tornar-se transparente, é mostrar para o outro o seu caráter e a sua identidade. Cozinhar é uma troca.

A minha cozinha é multi-étnica. A minha cozinha tem várias cores, muitos sabores. Adoro ver minha casa cheia de gente, adoro cozinhar para meus amigos, adoro inventar receitas... E aqui, pretendendo dividir alguma coisa com vocês!

Como diz um ditado italiano: L'appetito vien mangiando. Ou seja, o apetite vem comendo.

Um abraço a todos, buon appetito
Annita